quinta-feira, 5 de agosto de 2021

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Infecção urinária

 Infecção urinária

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO 

A infecção do trato urinário (ITU) é uma das causas mais comuns de infecção na população geral.  Particularmente as mulheres são mais vulneráveis, sobretudo porque possuem menor extensão anatômica da uretra do que os homens, e maior proximidade entre a vagina e o ânus. Porém, os homens também são acometidos, principalmente quando há doença prostática associada. Dada a sua importância, veja abaixo algumas questões sobre o tema.



O que significa “Infecção do trato urinário (ITU)”?

ITU é definida pela presença de agente infeccioso na urina, em quantidades superiores a 100.000 unidades formadoras de colônias bacterianas por mililitro de urina (ufc/ml). A infecção urinária pode ser sintomática ou assintomática, sendo chamada neste último caso, de “bacteriúria assintomática”. A ITU pode acometer somente o trato urinário baixo, sendo chamada de “cistite”, ou afetar também o trato urinário superior (infecção urinária alta), sendo chamada de “pielonefrite”.


Quais são as causas de infecção urinária?

Existem diversas causas de infecção urinária em mulheres. Detalharemos algumas abaixo.

Má higiene

A vagina e o pênis são naturalmente livres de bactérias. No entanto, a má higiene ou a falta dela permite que as secreções produzidas por essas regiões se acumulem, criando um ambiente propício para o crescimento de bactérias.

A mulher tem um outro fator de risco importante, que é a proximidade da região anal com a vagina. É importante saber que no intestino vivem diversas bactérias, que participam do processo de digestão e saem nas fezes. Se a higiene for feita de forma errada, ou seja, do ânus em direção a vagina, haverá contato com as bactérias das fezes, o que pode causar a infecção urinária.

É por esse motivo que recomenda-se realizar a higiene com ducha de água e, caso essa não seja uma opção, deve-se passar o papel higiênico somente na região anal e após, com outro pedaço de papel, na região vaginal.

Relação sexual

Como falado, para que a infecção ocorra é necessário que a bactéria suba pelo trato urinário. Esse processo é facilitado durante a relação sexual, uma vez que a abertura da uretra (canal por onde sai a urina) fica mais exposta.

Para evitar a infecção urinária nesse caso é recomendado sempre urinar após a relação sexual, a fim de limpar o trato urinário, e higienizar a região com água e sabão.

Tamanho da uretra

A uretra masculina é comprida, uma vez que percorre todo o pênis. Dessa forma, é mais difícil para os patógenos chegarem até a bexiga, o que não ocorre com a mulher, que tem uma uretra até três vezes mais curta.

Mudanças hormonais

A vagina tem defesas naturais contra as bactérias. A mucosa dessa região, por exemplo, é rica em uma substância chamada mucina, que dificulta a aderência de agentes patogênicos. No entanto, mudanças hormonais podem alterar a produção de mucina, prejudicando a defesa natural.

É por esse motivo que a infecção urinária pode ocorrer com mais frequência na adolescência e no climatério (período de transição entre idade reprodutiva e não reprodutiva da mulher, que tem a menopausa como marco), fases em que há mudanças hormonais relevantes.

Falta de hidratação

É fundamental tomar bastante líquido ao longo do dia para evitar episódios de infecção urinária. Isso porque a urina, ao passar pelos componentes do trato urinário, leva consigo possíveis bactérias que penetraram pela vagina ou pelo pênis. No entanto, quem consome pouco líquido produz pouca urina, permitindo que ocorra a ascensão de bactérias.

Candidíase

Existem alguns fungos presentes na flora vaginal, o que é natural. A candidíase surge quando ocorre um crescimento exagerado do fungo Cândida, provocando sintomas como coceira na vagina, corrimento esbranquiçado e irritação na região.

Quando não tratada, a candidíase pode provocar infecção urinária. Isso porque a mulher segura a urina devido à ardência que a sua passagem pela região vaginal causa. Além disso, o acúmulo de corrimento é um ambiente propício para a proliferação de bactérias.

Doenças crônicas

Algumas doenças crônicas, como diabetes e a litíase renal (pedra nos rins), propiciam a proliferação de bactérias. Pessoas com esse quadro devem tomar um cuidado especial para prevenir infecções de repetição.


Sintomas

Os sintomas dependem do local onde a bactéria se instala. Quando ocorre a infecção na uretra, pode haver uma urgência e vontade de urinar com frequência, seguida de dor no canal urinário.

Quando a bactéria infecta os rins, pode causar febre alta, dores nas costas (do lado do rim infectado), náuseas e vômitos.

Outros sintomas comuns são:

·         Urina leitosa com odor acentuado.

·         Sangue misturado à urina.

·         Ardência forte ao urinar.

·         Urina escura.

·         Dor pélvica.

·         Dor no reto.

·         Aumento da frequência de micções.

É bom saber: febre, dor nas costas, náusea, vômitos, perda de apetite e calafrios podem indicar que a infecção alcançou os rins. É preciso procurar o serviço médico com urgência nesses casos.

Fatores de risco

No homem, em que a ocorrência é bem menos significativa do que nas mulheres, a maior parte das infecções urinárias tem como fator de risco a pouca ingestão de água ou a obstipação (prisão de ventre).

Além disso, a prática de sexo sem preservativo aumenta as chances de contaminação. Alguns homens com hiperplasia benigna da próstata podem reter urina na bexiga por muito tempo, o que também predispõe a infecções.

Ter o sistema imunológico suprimido impede que as defesas do corpo atuem propriamente, facilitando a entrada de bactérias que causam infecções.

Prevenção

Algumas medidas podem prevenir infecções do trato urinário:

·         Beber bastante líquido

·         Urinar após relações sexuais para esvaziar a bexiga e diluir a urina

·         Limpar-se após urinar para evitar que bactérias se acumulem

·         Usar preservativo durante a relação sexual

Nos homens com hiperplasia benigna da próstata, a redução da ingestão de cafeína, de álcool e determinados medicamentos podem ajudar a melhorar o fluxo de urina e a prevenir a sua retenção na bexiga, diminuindo assim a probabilidade de infecção urinária.

Diagnóstico

Os principais exames feitos para detectar a infecção urinária são:

Exame de urina: é o mais comum e rápido. Nele, a urina é analisada à procura de leucócitos e sangue, sinais de infecção.

Cultura de urina: a amostra de urina geralmente é submetida a uma análise no laboratório, onde irá cultivar a bactéria, para identificar o tipo e os antibióticos mais eficientes contra ela. É o melhor exame para identificar o tipo de infecção, mas leva cerca de 3 a 5 dias para ser concluído.

Exames de imagem: um ultrassom ou uma tomografia também são capazes de detectar anormalidades no trato urinário.

Tratamento

O tratamento do problema vai depender muito do tipo e gravidade da infecção. Geralmente, são prescritos antibióticos para combater a bactéria e analgésicos para aliviar a dor e ardência ao urinar.

De um modo geral, grande parte das infecções urinárias não complicadas são completamente eliminadas com sete dias de tratamento. Caso seja diagnosticada uma infecção urinária alta (rins e ureteres, denominada pielonefrite) ou uma infecção da próstata, o médico pode prescrever antibióticos durante duas semanas ou mais.

Há ainda casos muito graves que exigem tratamento em regime de internação hospitalar, com medicamentos administrados por via endovenosa. Esses quadros geralmente se manifestam com febre, dor, vômitos e náuseas.

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